FOTO: BAIRRO SÃO MARCOS.

CACHOEIRINHA

1.ORIGEM:

Pode-se dizer que o bairro Cachoeirinha, localizado na região Nordeste, teve início quando da instalação da Fábrica de Têxteis Cachoeirinha, na década de 30.

Já o seu nome é referência a m córrego localizado na Rua Itapetinga.

O aposentado Alves Cláudio Rodrigues estudou e viveu alguns de seus melhores anos no bairro.

Entre as suas melhores lembranças estão o início da Fábrica de Têxteis Cachoeirinha, da Companhia Renascença de Tecidos, do Cine Pax e do bonde que fazia a ligação da região com o Centro. Saíamos do Cachoeirinha para vir ao antigo Palácio do Rádio. Em 1939, cantei na Rádio Mineira e não perdia um programa ao vivo, relata.

Aqueles eram tempo românticos, e praticamente toda a população do bairro trabalhava na companhia de tecidos, onde se conheciam, faziam amizades e se casavam.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

A expansão do bairro se intensificou a partir da construção do Túnel da Lagoinha e da Avenida Cristiano Machado, tendo como divisor de épocas, o fechamento da Companhia.

Posteriormente, com a chegada do Minas Shopping, o bairro e toda a região puderam novamente ter um desenvolvimento comparável ao tempo da fábrica.

O comércio do bairro, a exemplo do bairro Renascença, também foi muito afetado com o fechamento da Companhia Renascença Industrial, e nos últimos anos vem novamente se fortalecendo.

CIDADE NOVA

1. ORIGEM:

Suas origens remetem à Fazenda Retiro Sagrado Coração de Jesus, da família Cândido da Silveira. A propriedade servia de fornecedora de laticínios e outros alimentos para a capital das alterosas. Também fornecia lenha, madeira e tijolos, em função da grande olaria que ficava dentro de seus limites territoriais. A fazenda perdurou durante muito tempo até sucumbir à expansão da zona urbana. Na década de 1960, o patriarca dos Cândido da Silveira, o ilustríssimo senhor José, optou por se desfazer das terras dada a iminência das invasões de seu território. Posteriormente, um conjunto de construtoras foi responsável por lotear a área. Com característica notável de ter tido uma urbanização impecável, o boom de construções de casas no bairro se deu prontamente. Hoje, edifícios luxuosos permeiam a paisagem linda, extremamente arborizada e arejada. Esse é o Cidade Nova, uma opção deveras interessante para quem quer, literalmente, de tudo a pouquíssimos metros de sua residência.

Quando o Banco Nacional de Habitação (BNH) surgiu, nos idos de 1964, graças a um decreto-lei do governo de 21 de agosto daquele ano, um grupo de construtoras de Belo Horizonte resolveu investir na construção de casas via financiamento da instituição para revendê-las posteriormente. “Em 1966, unimos cinco construtoras e nosso propósito primário era a construção de casas por intermédio do financiamento do BNH. No entanto, um tempo depois, por uma série de fatores referentes ao BNH, resolvemos colocar os lotes à venda e descobrimos que isso era extremamente rentável”, comenta com um misto de seriedade e felicidade o diretor-executivo Lucio Assumpção, da LSA Empreendimentos. O empreendedor, que participou do processo de nascimento do bairro, destaca também que o projeto era pioneiro em termos estruturais na Cidade Jardim. “Entregamos um loteamento totalmente urbanizado, com água, luz, esgoto. Começamos, inclusive, a abertura da (avenida) Cristiano Machado, com 50 metros de largura. Hoje, ela tornou-se uma freeway, uma referência”, ressalta Assumpção. Por esses predicados, o Cidade Nova se viu num boom de construção de casas na sua primeira quinzena de anos. Isso sem contar a ascensão do BNH, já mais estabilizado à época e atuando ao lado do proprietário do lote em questões de financiamento. “Já que entregávamos o lote pronto, algo jamais visto, a oferta foi muito grande, muita gente foi atraída por essas vantagens. Foi o primeiro grande loteamento de Belo Horizonte a ter essa experiência.”


2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Como os lotes visavam a classe média belo-horizontina, sua área era de 360 metros. “(Um espaço) muito bom para se construir uma bela casa”, denota o empreendedor. O grupo de construtoras que tornou-se a Cinova ficou durante 10 anos, segundo Assumpção, vendendo lotes, e o enfoque era totalmente voltado para a construção de casas. Posteriormente, numa segunda etapa, os prédios começaram a ser erguidos. Contudo, mesmo depois do adensamento populacional seguinte à verticalização do bairro, o Cidade Nova não perdeu sua principal característica: ser um bairro que propicia uma estrutura fantástica aos seus residentes.

Apesar de contar com uma boa infra–estrutura, as vendas iniciais não foram fáceis, em parte por causa do acesso precário, não só ao bairro, mas como a toda a região.

O empresário Lúcio Assumpção, da Construtora Cinova, fala com orgulho da urbanização pioneira e dos primeiros anos do bairro: Naquela época, a Prefeitura de Belo Horizonte passou a exigir que os lotes tivessem no mínimo 360 metros.

Com isso, o bairro foi o primeiro da região Nordeste com essa metragem, já que o usual no restante da cidade era a venda de terrenos com 300 metros.

Interessado em acelerar o povoamento das regiões Nordeste, Pampulha e Venda Nova, o poder público municipal passou a investir na construção e recuperação da malha viária e do acesso às mesmas, construindo em 1971 o Túnel Lagoinha-Concórdia.

Em 1977, com o segundo reparcelamento da fazenda, a região, até então estritamente residencial, viu surgir os primeiros edifícios,que começaram a atrair comerciantes.

Com eles vieram todo tipo de comércio, desde o mais tradicional, como a Feira dos Produtores, até modernas redes de fast foods, supermercados, bancos, shoppings, restaurantes, pizzarias, hotéis, clínicas diversas, drogarias, lavanderias, academias de ginástica, cursos pré-vestibulares e cursos de idiomas.

O patriarca José Cândido da Silveira deu apoio a muitas obras beneficentes. Ele doou os terrenos onde foram construídos a Paróquia Santa Luzia, o Santuário São Judas Tadeu, o Colégio São Miguel Arcanjo, a Escola Madre Paulina, atual Colégio Magnum Agostiniano, e a Escola Estadual Ana de Carvalho, revela o empresário e neto do antigo fazendeiro, Luiz Carlos Bambirra Silveira.

O Cidade Nova tem de tudo. Mesmo. São inúmeras agências bancárias, gama de comércio extenso e a Feira de Produtores de Belo Horizonte, que nada deve em charme e glamour para o Mercado Central. Reduto da “velha guarda” do bairro, a feira é visita mandatória não somente para turistas, mas também para os locais. Em termos de lazer matutino e vespertino, ainda temos a pista de cooper na José Cândido da Silveira, o Horto Florestal, com sua belíssima área verde para agradáveis caminhadas, parques e pracinhas bem charmosas. No período noturno, os bares e restaurantes da Rua Alberto Cintra atendem muito bem os moradores do bairro e adjacências e há o Minas Shopping, que fica a poucos quilômetros. Para completar, o Colégio Espanhol Santa Maria Cidade Nova e, nos arredores, o Magnum. Existem nas proximidades instituições de ensino superior, como a UNI-BH e a unidade da PUC Minas no São Gabriel.

“Aqui, há uma diversificação muito grande. É bem variado mesmo”, pontua Fernando Ventura, diretor-presidente da Vianova Netimóveis. Segundo o executivo, apartamentos mais antigos são usualmente comprados por casais mais jovens e reformados. Já os empreendimentos novos, bem mais caros, têm como alvo um grupo mais velho, partindo da faixa dos 40 anos. “Já é um outro perfil. São pessoas que buscam apartamentos de quatro quartos, têm filhos, inclusive na faculdade, e querem no mínimo três e até quatro vagas de garagem”, ressalta Ventura. Outro ponto a ser destacado é o de que o Cidade Nova é apontado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Fundação Ipead/UFMG) como um bairro de alto padrão. Tal classificação se dá pelo fato de a renda média mensal dos domicílios ser igual ou maior a 8,5 salários mínimos e inferior a 14,5 salários mínimos.

Pelos motivos citados, o custo de vida no Cidade Nova, obviamente, é alto, chegando a ser similar ao de bairros do Centro-Sul (excluindo, claro, Funcionários e Lourdes). “Temos apartamentos aqui que estão sendo vendidos na faixa de R$ 1 milhão, R$ 1,3 milhão. O metro quadrado de um empreendimento novo varia entre R$ 7 mil e R$ 8 mil, dependendo do acabamento e da área de lazer oferecida”, expõe o executivo. O coeficiente de aproveitamento do bairro, hoje, é de 1,4. Ventura acredita que haverá uma valorização dos imóveis com a redução para 1. “Não digo que terá uma hipervalorização, como no boom de 2008, 2009, mas teremos sim um aumento nos preços dos imóveis aqui.” Mesmo assim, certamente muitos continuarão a ansiar por um imóvel no Cidade Nova.

A construção da LINHA VERDE traz ânimo novo para a região. Orçada em 270 milhões de reais, ela será uma via de trânsito rápido que ligará o Centro de Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, no município de Confins.

A obra prevê duplicação da Rodovia MG–10 e intervenções nas avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, Silviano Brandão, José Cândido da Silveira, Bernardo Vasconcelos, Anel Rodoviário e Rua Jacuí.


CONCÓRDIA

1.ORIGEM:

O bairro Concórdia, localizado na região Nordeste de Belo Horizonte, teve origem na década de 20, quando seus primeiros habitantes foram remanejados das proximidades da Praça Raul Soares.

Mas a verdadeira ocupação da região somente aconteceu quando surgiram os primeiros empreendimentos industriais, sobretudo, têxteis, como o bairro Cachoeirinha, também um exemplo desta epopéia, com sua origem atrelada à instalação da Fábrica de Têxteis Cachoeirinha, na década de 30.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

Apresenta topografia bastante irregular, com casas antigas, muitas pertencentes a famílias que residem há muitos anos na região. Devido a essas características, o bairro é relativamente pouco valorizado, apesar de ser bem próximo ao centro e dispor de acesso fácil a vias importantes como a Av. Antonio Carlos e a Av. Cristiano Machado.

Suas principais ruas são: Jacuí, Javari e Pitangui.

É vizinho dos bairros Floresta, Nova Floresta, Renascença, Cachoeirinha, Bairro da Graça e Lagoinha.

 

DA GRAÇA:

 

1.ORIGEM:

Tradicional vizinhança da Região Nordeste de Belo Horizonte, o simpático e acolhedor Bairro da Graça chama cada vez mais a atenção de investidores do mercado imobiliário. Além da excelente localização, bem próximo ao Centro da cidade, a grande quantidade de casas é o principal motivo da valorização do bairro. Com pouco mais de cinco décadas de existência, o perfil residencial da região segue inalterado, mesmo que, a cada dia, novos empreendimentos sejam lançados.

Com perfil de classe média, o Graça conserva um clima mais interiorano, mesmo com o aumento do número de prédios. Muitas casas estão dando lugar a edifícios residenciais, mas elas ainda representam cerca de 70% dos imóveis. A cara do bairro tem mudado e  há o interesse cada vez maior de construtoras por terrenos na região.

 

2. DESENVOLVIMENTO/ONFRAESTRUTURA:

A crise econômica atual e desaceleração do mercado não chegaram a desvalorizar os imóveis da região. Por incrível que pareça, se tiver opção de casa ou lote à venda no bairro, tem liquidez, pois não tem muita oferta. Nos últimos dois anos, a procura caiu um pouco, mas ainda existe forte interesse de investidores. A própria oferta de apartamentos é menor que a procura.

Algumas características explicam a crescente demanda por imóveis no bairro. O Graça é margeado por importantes vias de acesso da região: a Avenida Cristiano Machado e a Rua Jacuí. O intenso trafego de veículos e pessoas dessas vias, porém, não influencia na tranquilidade típica da vizinhança. As ruas são bem arborizadas e calmas. Aliado a isso, a localização próxima ao Centro da cidade e também é outro fator de valorização. Muniz indica que, por ter preços mais em conta que vizinhos como o Cidade Nova e o Silveira, cada vez mais pessoas optam pelo Bairro da Graça.

No início do ano passado, houve um lançamento próximo ao Santuário de São Judas Tadeu que foi um sucesso de vendas. Deu tão certo que a construtora já adquiriu mais lotes próximos para novos empreendimentos no mesmo padrão. Em menos de um ano, todas as unidades foram entregues.

Os novos empreendimentos seguem o perfil da região. São prédios de três a cinco andares, a maioria com elevador. O padrão de acabamento é bom, e boa parte dos edifícios são revestidos. Os apartamentos têm entre 75 e 90 metros quadrados em média, e as opções vão de dois a quatro quartos, com duas ou mais vagas de garagem.

 

Já os imóveis mais antigos são maiores, mas não costumam contar com elevador. Um lançamento no bairro difere um pouco dos outros. Conseguiram juntar mais lotes, e estão fazendo um prédio mais alto, com lazer completo, com opção de dois ou três quartos. É uma aposta acertada, já que existe procura por esse tipo de empreendimento na região.

 

Uma disputa valoriza ainda mais as residências unifamiliares do Bairro da Graça. A demanda de pessoas por casas na vizinhança vem crescendo, assim como a de empresas e investidores do mercado imobiliário. A cada dia, mais pessoas optam por sair de apartamentos para morar em casas. E o bairro favorece isso, pois tem muita opção. Só que a briga entre as pessoas que buscam as casas para morar e as empresas que procuram para construir prédios acaba aumentando o preço dos imóveis.

Ocupando lotes que vão de 300 a 360 metros quadrados, as casas têm padrão de acabamento variado, mas muitas são antigas. Seguindo a valorização recente do bairro, muitas, quando vendidas para famílias, passam por reforma e modernização.

O Bairro da Graça conta com boa infraestrutura. O comércio está concentrado na Avenida Cristiano Machado e na Rua Jacuí. Dentro do bairro, ficam pequenas empresas familiares, como padarias e farmácias. Mesmo assim, a demanda de seus moradores é completamente atendida pelos bairros vizinhos, sem a necessidade de grandes deslocamentos.

A principal referência do bairro é o Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu. Criado em 31 de dezembro de 1954 por dom Antônio dos Santos Cabral, então arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, a paróquia é símbolo da fé e espiritualidade dos moradores mais antigos da região. O Graça também abriga o Parque Municipal Orlando de Carvalho Silveira, principal opção de lazer ao ar livre do bairro. Implantado em 1996, o parque, também conhecido como Morro do Bolo, conta, em seus mais de 26 mil metros quadrados, com brinquedos, academia a céu aberto e mirante. Outros pontos conhecidos são a Vila Militar e o Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército, próximos à Praça Poá.

Situado entre a Avenida Cristiano Machado e as ruas Jacuí e Jataí, o Bairro da Graça é vizinho, na Região Nordeste, do Concórdia, Nova Floresta e Silveira. Na Regional Leste, é margeado pelo Sagrada Família, Floresta e Colégio Batista.

 

GOIÂNIA

 

1.ORIGEM:

Aprovado em 1976, o Bairro Goiânia, na Região Nordeste de Belo Horizonte, teve início com o loteamento de áreas rurais do Povoado de Gorduras. Pertencentes a pequenos proprietários que não tinham muitos incentivos para investir na produção, aos poucos esses espaços se transformaram em subúrbios da capital, necessários para absorver a população crescente da cidade.

Foi no ritmo da expansão urbana de Belo Horizonte que o Goiânia surgiu. Para abrigar a população, a Prefeitura adquiriu uma parte das terras da Região Nordeste e investiu na construção de conjuntos habitacionais para abrigar a população. Mas o progresso não significou desenvolvimento imediato. Durante um bom período eles tiveram de conviver com a falta de infra-estrutura.: havia poucas residências, o comércio era fraco, não havia rede de esgoto nem asfalto.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

A implantação de sistema de esgoto, posto de saúde, a instalação de supermercados, três escolas públicas e algumas privadas que oferecem educação infantil e a melhoria do transporte coletivo, com a opção de integração ao metrô, garantem o acesso a serviços que antes não eram disponíveis no bairro. Hoje, circulam no bairro as linhas 5503 (Goiânia) e 821 (Estação José Cândido/Goiânia).

As principais vantagens de morar no Goiânia são a tranquilidade e segurança. O acesso ao Centro é rápido – cerca de 25 minutos pelas avenidas Cristiano Machado ou José Cândido da Silveira – e também há facilidade para se utilizar a infra-estrutura de bairros próximos, como o São Paulo, que tem shopping e bancos.

O bairro conta ainda com uma área de 13.430 metros quadrados destinada ao Parque Goiânia, que já tem legislação específica, porém, ainda não foi implantado. A Fundação de Parques Municipais da PBH está elaborando levantamentos científicos sobre os recursos hídricos, bem como da fauna e da flora existentes no local.
 

Não é fácil encontrar ofertas para venda no bairro, que é composto essencialmente por casas. Mas imóveis para aluguel são mais fáceis de ver. Com relação às construções, somente cerca de 10% delas são prédios.

De acordo com a pesquisa realizada em março deste ano pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da UFMG (Ipead), os valores médios de aluguel no bairro são de R$ 460 para apartamentos e R$ 482 para casas, ambos de dois quartos. No mercado de compra e venda, apartamentos de dois quartos foram avaliados entre R$ 73 mil e R$ 157 mil.

Os valores obtidos obedecem à classificação dos imóveis por renda, adotada pela Ipead/UFMG desde 2005. O estudo aponta o Goiânia como um bairro de padrão popular, classificação obtida a partir da renda média dos chefes de família do bairro, que é inferior a cinco salários mínimos.

 

IPIRANGA:

 

1. ORIGEM:

Ainda há quem o chame de Vila Maura, mas todo mundo o conhece mesmo como Ipiranga (Rio Vermelho, em tupi), ou mesmo como o Bairro do Ouro Minas. Pequeno, com 0,90 quilômetro quadrado, o Ipiranga tem pouco mais de 12 mil habitantes e faz limite com Palmares, União, Cidade Nova, Silveira, Nova Floresta, Renascença e Santa Cruz.

Surgiu como a maioria dos bairros da Regional Nordeste, quando, por volta de 1960, a expansão urbana começou a alcançar os limites das fazendas dos tempos do Curral del Rei. As fazendas foram loteadas e seus terrenos vendidos a quem tivesse condições de adquiri-los. Foi assim com a Fazenda São João Batista, que deu origem ao Ipiranga, mas também ao Santa Cruz, Cidade Nova, Bairro da Graça, Silveira, Palmares, União, Vila Maria Virgínia, São João Batista, Dom Joaquim e parte do Nova Floresta.

A sede ficava onde hoje está o Minas Shopping. A Fazenda São João Batista tinha sido dividida e uma parte dessas terras se transformou na Fazenda do Retiro Sagrado Coração de Jesus, de propriedade de José Cândido da Silveira, que hoje dá nome a uma importante avenida na região. Moradores antigos da regional relatam que a propriedade era autosuficiente. Havia moinho, paiol, pedreira, córrego e até uma olaria. Mas a fazenda era principalmente conhecida pelas muitas árvores frutíferas e pela produção de leite.

Nos anos 1990, o bairro viveu uma mudança com a chegada do Ouro Minas Palace Hotel, há 19 anos no local. O empreendimento foi idealizado por Décio Drumond, que comprou o terreno pela sua localização privilegiada: na rota de Confins, mesmo ainda operando timidamente, com fácil acesso ao aeroporto da Pampulha e saída para as cidades históricas e principais pontos de BH. O Ouro Minas foi o primeiro empreendimento da região. Logo depois foram construídos os edifícios residenciais, em 2005.

Junto à construção do hotel, veio a pavimentação da região, bem como da Avenida Bernardo Vasconcelos e outros benefícios, como a construção de uma passarela. Antes do Ouro Minas eram poucos os indícios de desenvolvimento, o que foi transformado pela construção de um hotel cinco estrelas que levou outros investidores para a região antes mesmo de sua inauguração. Hoje, a região tem novos empreendimentos, entre eles o Minas Casa, outro hotel, academias de renome e lojas de rede e franquias.

 

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA

Hoje o bairro está no mesmo nível dos vizinhos Nova Floresta e Renascença, é mais valorizado que o Santa Cruz e um pouco menos valorizado que o Silveira, Cidade Nova, União e Palmares. No entanto, o Ipiranga é privilegiado pela localização, pois está às margens da Rua Jacuí e das avenidas Bernardo de Vasconcelos e Cristiano Machado.

Ter tantas vias importantes deixam o trânsito um pouco tumultuado, fator que também acaba gerando índices maiores de criminalidade. Outro problema são os alagamentos da Avenida Bernardo de Vasconcelos.

O comércio do bairro é marcado por pequenas lojas e galpões onde funcionam muitas oficinas mecânicas. Por outro lado, o Ipiranga é sede de um dos principais shoppings de móveis e decoração da cidade, o Minascasa. Segundo Márcio Medeiros, diretor da Jardim Imóveis, há 15 anos na região, o aluguel de imóveis comerciais fica em torno de R$ 1,8 mil. Para compra, o metro quadrado sai por cerca de R$ 8 mil. “O bairro se destaca pelo famoso Minascasa, mas é também conhecido pela Cidade de Ozanan, composta por 60 casas populares que foram cedidas em regime de comodato a famílias carentes encaminhadas pela Sociedade São Vicente de Paulo.”

Mas o Ipiranga é um bairro bem residencial e onde as casas ainda são maioria. “Os prédios antigos foram construídos em uma época que o bairro não tinha tanto atrativo, como os shopping e as avenidas, quando o bairro recebeu incentivos para seu desenvolvimento. Os novos prédios estão sendo construídos para um público diferente dos moradores antigos do bairro”, explica Márcio. Segundo Agnaldo, não há mais áreas livres, no entanto, existe muito imóvel antigo para demolição, fator que gera grande potencial de ampliação das construções e no setor comercial, o bairro tem carências de supermercado e lojas maiores. O aluguel de um apartamento de dois quartos sai entre R$ 800 e R$ 1 mil em função do número de vagas. Os de três quartos vão de R$ 1 mil a R$ 1,2 mil. Casas variam de R$ 1,2 mil a R$ 2,5 mil. Já as lojas ficam por volta de R$50 cada metro quadrado.

Para Márcio, predominam casas antigas e prédios mais novos, uma vez que as casas começam a dar lugar aos prédios. “Com a mudança da Lei de Uso e Ocupação do Solo boa parte dos lotes perderam significativamente parte de seu coeficiente de aproveitamento, o que limita o poder construtivo. Isso impactou muito para o desenvolvimento e surgimento de novos empreendimentos, mas ainda existem lotes que não foram afetados.” Ele destaca dois novos empreendimentos no bairro, uma na Rua Jacuí, já em fase de construção, e outro na Avenida Bernardo Vasconcelos, lançado há três meses.

NOVA FLORESTA

1.ORIGEM:

Tradição e modernidade são marcas do bairro Nova Floresta, localizado na região Nordeste. Dados da PBH indicam que o bairro, antes uma fazenda, ocupa área de 37,328 hectares, com população estimada em 4.455 moradores.

Cercado pelos bairros Silveira, da Graça, Renascença e Cidade Nova, possui boas vias de acesso, como a rua Jacuí e as avenidas Bernardo Vasconcelos e Cristiano Machado, tendo como principal e mais movimentada via interna a Avenida Nancy de Vasconcelos.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Com vida própria, o Nova Floresta oferece boa infra-estrutura aos moradores, como farmácias, padarias, sacolões, locadoras de vídeos, agências bancárias, postos de gasolina, butiques, além de escolas públicas e particulares.

Quanto a área de lazer, nota-se uma falta de espaços públicos, principalmente em termos de praças.

Sendo asssim o movimento neste sentido fica todo direcionado para a Praça Ismael de Oliveira Fábregas, que possui quadras com arquibancadas e boa iluminação.

Mas os moradores, como de resto toda a região, tem a seu dispor, as facilidades de compras e lazer do Minas Shopping.

PALMARES

1.ORIGEM:

O bairro Palmares, localizado na região Nordeste, é de origem recente. Sua ocupação foi iniciada na década de 80.

Nesta época, só era permitido a construção de casas, com no máximo 2 andares, em lotes de no mínimo 360 metros quadrados.

Desta forma, durante muito tempo, poucos imóveis foram construídos, e a região tinha o aspecto interiorano, com fazendas, pastos e plantações de capim baquiara, principal fonte alimentícia do gado, que normalmente andava solto pelas ruas.

A única via de acesso era a Avenida Cristiano Machado.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Quem hoje deseja ir ao Palmares pode optar pelas avenidas Cristiano Machado, Bernardo Vasconcelos, Cachoeirinha ou pela Rua Jacuí, além do Anel Rodoviário.

Saindo do centro da cidade, o bairro fica à esquerda do Minas Shopping - um moderno centro econômico que oferece aos moradores excelente infra–estrutura em termos de compras e lazer.

Ocupando uma área de 53 mil metros quadrados, o shopping tem 218 lojas, acesso à estação do metrô , hipermercado, estacionamento, salas de cinema e praças de alimentação.

Na Rua José Cleto, uma das principais do bairro, encontra-se instalado o Parque Municipal Renato Azeredo, com 93,2 mil metros quadrados.

Bem próximo encontra-se o campo de futebol Santa Cruz, onde acontecem campeonatos de futebol amador, com grande movimentação nos finais de semana.

Do ponto de vista educacional, o bairro Palmares conta com o Colégio Maximus, e escolas estaduais e municipais.

A sua população está estimada em 3.220 moradores, sendo 1.584 homens e 1.616 mulheres.

RENASCENÇA

1. ORIGEM:

O bairro Renascença, situado na região Nordeste da capital, surgiu nos anos 30, quando a fábrica têxtil de mesmo nome foi aberta.

Inicialmente ocupado por operários, surgiu como opção de moradia para os mesmos.

A Companhia Renascença Industrial foi responsável àquela época por todo investimento efetuado no bairro, inclusive no que se refere ao lazer, já que construiu dentro dos seus limites um campo de futebol e depois um clube, abrindo-os posteriormente para usufruto da comunidade.

Desde o início o bairro foi ocupado predominantemente por pessoas do interior do Estado, originando assim um bairro com rotina interiorana.

Os apitos da fábrica comandavam o dia a dia dos operários e também dos moradores. Famílias inteiras eram empregadas da fábrica.

Em 1940 a fábrica chegou a ter cerca de 1.100 funcionários.

Foi no bairro Renascença, nas festas e desfiles promovidos pela Companhia, que o talento da tecelã Clara Nunes foi revelado.

A produção de viscose, mussseline, fustão e flanela, principais produtos da empresa, não suportaram os avanços tecnológicos e a concorrência com produtos importados, fazendo com que a mesma fechasse suas portas em 1996, deixando inúmeras pessoas desempregadas e uma grande incerteza para o bairro.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Sem a presença da companhia, o bairro Renascença inicou uma nova fase. A vida com jeito interiorano desapareceu.

Além dos postos de trabalho, a população perdeu também sua principal fonte de lazer e convivência.

Os moradores mais antigos passaram a reclamar do esfriamento das relações.

A vizinhança, segundo eles, nunca mais foi mais a mesma e o companheirismo entre os moradores recrudesceu.

O comércio, até então intenso, foi muito afetado com o fechamento da fábrica, e hoje, após 10 anos, esboça alguma melhoraria em termos de produtos e serviços.

No local da fábrica, encontra-se hoje instalada uma universidade particular.

RIBEIRO DE ABREU

1.ORIGEM:

Localizado na Região Nordeste de Belo Horizonte, o bairro recebeu este nome em homenagem ao coronel Antônio Ribeiro de Abreu, dono de uma parte das terras nas quais foi erguida a região. O local surgiu seguindo a esteira da industrialização da capital na segunda metade do século 20. Naquela época, como a população aumentou muito devido à chegada de várias pessoas de outras cidades em busca de oportunidades de trabalho, foi preciso buscar novos espaços para abrigar tanta gente. O jeito foi rumar para as fazendas da periferia. Uma delas foi a Capitão Eduardo, que deu origem ao Bairro Ribeiro de Abreu.

Com isso, apesar de ativa e útil nos primeiros anos de Belo Horizonte – de lá saíam materiais usados nas obras da capital, como madeira, lenha e tijolos, além de alimentos –, a Fazenda Capitão Eduardo foi loteada e seus terrenos vendidos a partir da década de 1960.

Em 1969, quando se instalou no Ribeiro de Abreu, não havia infra-estrutura para atender as necessidades da população. A água era cedida por um fazendeiro, que abriu um posto artesiano e cobrava por ela, mas não tinha autorização para isso.

Para conquistar o que precisavam, os moradores montaram a Associação Comunitária do Bairro Ribeiro de Abreu, na década de 1980. Começaram a lutar, primeiro pela legalização da água, depois pelo telefone. Era uma dificuldade para conseguir até mesmo um orelhão.

2.DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

Hoje há comércio, água, praça e uma quadra pública, conquistada no Orçamento Participativo da PBH. E a expectativa é que a situação melhore ainda mais com a criação da Regional Isidoro pela Prefeitura de Belo Horizonte,.Na região também serão construídos 3 mil apartamentos que hospedarão os atletas durante a Copa de 2014, além da Via 540, que começará na Avenida Cristiano Machado e irá até a MG-020.

Outra dificuldade era para conseguir transporte. Hoje, os moradores contam com as linhas 5506A, B e C, além das 836 e 837, que levam à Estação São Gabriel, do metrô.

Formado por casas e prédios de pequeno porte, não é difícil achar imóveis para alugar ou comprar no Ribeiro de Abreu. De acordo com pesquisa realizada em junho deste ano pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da UFMG (Fundação Ipead), os valores médios de aluguel na região são de R$ 441 para apartamento de dois quartos. No mercado de compra e venda, o valor mínimo para apartamentos de três quartos é R$ 85,6 mil. Estudos feitos na capital pela Fundação Ipead classificam o Bairro Ribeiro de Abreu como "popular". Essa caracterização é obtida a partir da renda média dos chefes de família do local, que é inferior a cinco salários mínimos. 

SÃO MARCOS

1.  ORIGEM:

Localizado na Região Nordeste de Belo Horizonte, o Bairro São Marcos surgiu em 1948 a partir do loteamento de áreas rurais. Essas terras pertenciam a pequenos proprietários que não tinham muitos incentivos para investir na produção agrícola.

Com o crescimento da cidade, aos poucos esses povoados foram se transformando em subúrbios da capital. Entretanto, suas paisagens permaneceram rurais ainda por muito tempo, com plantações, criação de animais e construções afastadas umas das outras. Com o tempo, a prefeitura adquiriu parte dessas terras e investiu na construção de conjuntos habitacionais para abrigar a população de baixa renda. 

Naquela época, moradias precárias, sem infraestrutura e em áreas de risco eram alguns dos problemas encontrados no São Marcos. Devido ao déficit habitacional em Belo Horizonte, muitas famílias ocuparam áreas impróprias para construção. A situação começou a mudar em 1984, quando o bairro recebeu redes de água e de esgoto. 

2. DESENVOLVIMENTO-INFRAESTRUTURA:

Hoje também podem ser encontradas opções de comércio e ensino. Há padarias e supermercado. Além disso, o bairro tem uma escola municipal (José Calazans), uma praça (Miguel Arcanjo) e uma igreja (São Judas Tadeu), onde às vezes há festas.

O desenvolvimento de bairros vizinhos, como o São Paulo, completa as melhorias relacionadas à infraestrutura à disposição dos moradores.

O bairro está a 5 minutos do Minas Shopping e, no bairro vizinho, Fernão Dias, há um posto de saúde que atende à população.  

Apesar de terem surgido muitas casas, não é fácil encontrar imóveis para venda ou aluguel no bairro, que é composto essencialmente por casas.Os vizinhos são antigos e não há mais lotes para comprar.

Em pesquisa Mercado Imobiliário de Belo Horizonte, feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG), apurou-se os valores médios praticados na região para comercialização de apartamentos no segundo semestre de 2009. Os valores são os mesmos praticados para a venda de casas, de dois a cinco quartos, avaliadas, em média, em R$ 240 mil.

O bairro é apontado pela Fundação Ipead/UFMG como bairro de padrão popular. Essa classificação leva em consideração a renda média mensal na região, que é inferior a cinco salários mínimos, segundo os pesquisadores.

UNIÃO

1.ORIGEM:

A origem do bairro União, localizado na região Nordeste, iniciou-se a partir da coligação de 5 vilas vizinhas.

A princípio batizado como Vilas Reunidas, o bairro recebeu denominação oficial na década de 80. Resistindo ao tempo, os nomes das vilas ainda persistem na memória de parte de alguns moradores mais antigos, em especial quando se necessita indicar algum endereço na região.

2.DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Tranquilo, tipicamente popular e residencial, o bairro conserva suas características iniciais, apesar do crescente número de moradores. Situado entre as avenidas José Cândido da Silveira e Cristiano Machado, faz fronteira com os bairros São Paulo e Cidade Nova.

A maioria das ruas é íngrime e, apesar da movimentação diária, o trânsito é tranquilo.

A Rua Lorca, uma das vias de maior concentração do comércio local, dá acesso direto ao Minas Shopping.

Outras ruas de grande concentração comercial são as Pitt e Camilo Prates.

Possui pequenas praças que são escolhidas pelos moradores para desfrute de seus momentos de lazer.

Conhecido pela população como Matinha, o Parque Municipal de Reserva Ecológica do Bairro União recebe diariamente um grande número de pessoas, em especial crianças, durante as manhãs e finais de semana.

O parque fica na Avenida José Cândido da Silveira, com entrada também pelas rua Leôncio Chagas e Ágata, e tem 13.086 metros quadrados de área verde.