Foto: Bairro Palmeiras, 2011.

 

BETÂNIA

1.ORIGEM:

O bairro Betânia, localizado na região Oeste, vizinho dos bairros Palmeiras, Salgado Filho, Nova Cintra e Madre Gertrudes, tem história de origem semelhante à deles.

Começou a se desenvolver há mais ou menos 30 anos, quando os primeiros moradores começaram a construir casas no loteamento originário de uma antiga fazenda.

Tem fácil acesso para o Barreiro de Cima, Ibirité e Brumadinho, municípios integrantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

As suas principais vias de acesso são a Rua Úrsula Paulino que corta todo o bairro, o Anel Rodoviário, Via do Minério, Avenida Dom João VI e Avenida Tereza Cristina.

Ocupa uma área de 304,4 hectares e população estimada em 15.236 moradores.

2.DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Em se tratando de infra-estrutura, o bairro Betânia tem como principal característica a diversidade comercial.

Pode ser facilmente encontrado na região agências bancárias, farmácias, padarias, quadras poliesportivas, supermercados, indústria, escolas, academias de ginástica e postos de gasolina.

Além de bares, restaurantes e pizzarias, os moradores tem também à disposição boas opções de lazer, destacando-se neste contexto o Parque Ecológico Jacques Costeau, situado na Rua Augusto José dos Santos, 366. Com área de 456 mil metros quadrados, o parque é administrado pela Prefeitura de Belo Horizonte e conta com bucólicas trilhas ecológicas, brinquedos infantis, lagos para criação de peixes ornamentais e espaço para plantio de mudas de árvores de várias espécies. Está aberto ao público, de terça a domingo, das 8 às 17 horas.

BURITIS

1. ORIGEM:

Lançado na década de 70 e mais conhecido por abrigar os filhos da zona sul, o Buritis, bairro da região Oeste, é um dos bairros que mais crescem em Belo Horizonte.

Em 1987, chegou a ser considerado o maior canteiro de obras da capital. O ritmo das construções diminuiu, mas o bairro encabeça a lista dos que oferecem o maior número de unidades habitacionais, conforme levantamento do Instituto de Pesquisas Administrativas da Universidade Federal de Minas Gerais (IPEAD/UFMG), realizado em novembro de 2005.

O Buritis é um bairro jovem, bem localizado, com infra-estrutura e vida próprias. Pelo menos é assim que boa parte dos moradores o descrevem. A localização privilegiada e a boa infra-estrutura da região também são motivos de orgulho e atraem compradores de imóveis.

Mas nem sempre foi assim.

As primeiras casas, projeto original do bairro, começaram a ser erguidas em 1981, mas, em 1985, a Prefeitura de Belo Horizonte alterou o tipo de zoneamento previsto na Lei de Uso e Ocupação do Solo, dando início à verticalização do lugar.

Em pouco mais de 10 anos, a paisagem se transformou e centenas de empreendimentos se instalaram: bancos, universidades, supermercados, imobiliárias, bares, restaurantes, academias, farmácias e shoppings. A sua população teve um aumento considerável e hoje está estimada em mais de 17 mil habitantes.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA - ESTRUTURA:

Uma das características mais marcantes do Buritis é o grande número de empreendimentos comerciais, especialmente bares e restaurantes.

Além disso, o bairro possui uma infra-estrutura completa em termos de escolas, academias, quadras e campos de futebol e tênis, universidades, shoppings, escritórios e cinemas.

Duas universidades, a UNI-BH e a UNA, têm campus na região e recebem juntas mais de 15 mil alunos. Escolas de idiomas e colégios tradicionais como o Magnum e o Efigênia Vidigal estão no bairro desde 1997, e já possuem 2 unidades na região. Juntos os colégios oferecem do maternal ao 2º grau e atendem mais de mil alunos.

O mais novo centro de compras da região é o Shopping Paragem, que tem 3 mil metros quadrados de área e foi projetado para receber mais de 80 mil clientes por mês, tanto do Buritis, quanto de outros bairros do entorno, como Estoril, Santa Lúcia, Mansões e Belvedere.

O empresário Marcelo Mourão explica que o shopping foi implantado com base em pesquisas de mercado e de olho na necessidade de agregação de facilidades. Já que temos algumas deficiências no sistema viário que dificultam um pouco a entrada e saída do bairro, nada mais natural que agregar todos os produtos e serviços desejados pela população na própria região, salientou.

CABANA

1. ORIGEM:

O bairro CABANA DO PAI TOMÁZ, mais conhecido como bairro Cabana, teve início com a invasão de proximidades da antiga BR– 031(atual BR-262), nos terrenos pertencentes à fazenda LHANA, cujo proprietário era o Sr. Antônio Luciano. Tais áreas invadidas correspondem atualmente à Vila São José, Nova Cintra, Vila Oeste e Cabana do Pai Tomáz, que teve esse nome devido à existência de um lote na Avenida Amazonas onde realizavam-se benzeduras do Pai Tomás. A invasão foi estimulada em virtude de um Decreto Municipal do então Prefeito de Belo Horizonte Jorge Carone Filho, em 10 de setembro de 1962, que desapropriava os terrenos não vagos em prol do interesse social.

A ocupação da área gerou problemas, como a desvalorização de terrenos vizinhos, como o terreno do Deputado Estadual Waldomiro Lobo, proprietário do Sanatório Waldomiro Lobo, atual Fundação Waldomiro Lobo.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

Atualmente, a maior parte das habitações localizadas na sub-área que compõe essa região (VISTA ALEGRE, MADRE GERTRUDES, PATROCÍNIO, GLALIJÁ, JARDINÓPOLIS e CABANA) ainda não estão legalizadas e a população é nitidamente carente e de baixa renda. Nos últimos anos, entretanto, vem conseguindo melhorias significativas, graças ao Programa do Orçamento Participativo da Prefeitura de Belo Horizonte.

CALAFATE

1.ORIGEM:

No começo do século XX, iniciava-se a povoação da região Oeste através do Núcleo Agrícola do Carlos Prates. Povoado inicialmente por colonos, muitos deles estrangeiros (italianos), confundia-se então à Vila Operária do Barro Preto.

Nesta época desenvolvia-se concomitantemente o Núcleo Suburbano do Calafate, hoje bairro Calafate, localizado na região Oeste, uma das áreas mais povoadas nestes primeiros anos da capital. Esse local era formado por chácaras e uma pequena capela. O acesso era precário e o transporte só era possível através de animais.

Em 1902, o presidente do Estado de Minas Gerais, Francisco Salles, determinava a construção da Estrada de Ferro Oeste de Minas, rumo a Betim passando pelo Calafate, o que trazia movimentação e progresso para o bairro. A primeira estação ferroviária foi instalada na Rua Santa Quitéria.

Em 1910 era inaugurada a Estrada do Barreiro, passando também pelo Calafate. Estas vias de acesso foram as primeiras do bairro.

Na década de 20 a cidade crescia e a região Oeste era a que mais se expandia. O bairro Calafate, conjuntamente com o bairro Carlos Prates era classificado pelo prefeito Flávio Fernandes dos Santos como o que mais prometia em termos de desenvolvimento.

Em 1936 o asfalto chegava oficialmente ao bairro Calafate. Neste mesmo ano era erguida uma pequena capela que mais tarde se transformaria na atual Igreja de São José do Calafate.

2.DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

O bairro Calafate é essencialmente residencial, entretanto possui um grande comércio de caráter local ao longo da sua principal via, a Rua Platina, onde há uma infinidade de serviços e produtos como bancos, sacolões, locadores de vídeos, açougues, mercados, supermercados e lojas de auto-peças.

ESTORIL

1.ORIGEM:

O bairro Estoril, situado na região Oeste, foi fundado em 27 de novembro de 1991, sendo um empreendimento da Construtora Tratex. À época o local era abandonado, mesmo depois de ter recebido saneamento básico e iluminação pública.

Tal fato se verificava devido a falta de moradores, com as poucas casas existentes sendo constantemente assaltadas, e ao grande bota-fora de entulhos. As residências eram erguidas em 2 ou mais lotes, em forma de mansões.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Essa situação foi aos poucos se modificando.

A partir da segunda metade dos anos 80 a Avenida Raja Gabáglia, do lado direito de quem vem do BH SHOPPING, até o entroncamento com a Avenida Barão Homem de Melo, e a própria Avenida Barão Homem de Melo, foram tomadas por revendedores de automóveis de luxo.

Várias quadras poliesportivas e academias de ginástica se instalaram na região, e as residências unifamiliares, ao contrário dos edifícios, formaram o que hoje é conhecido como a primeira etapa do bairro Estoril.

Já a segunda etapa do bairro foi iniciada no final da década de 80. A exemplo da anterior foi também conduzida pela Construtora Tratex, e foi formada eminentemente por prédios residenciais.

Este grande adensamento, trouxe consigo os problemas tradicionais, como aumento no fluxo de veículos pelas vias locais.

Apesar de tudo o bairro possui um excelente qualidade de vida, sendo o preferido, conjuntamente com o bairro Buritis, pela classe média.

É bem servido por estabelecimentos prestadores de serviços, escolas e comércio. A Rua Teófilo Filho, na divisa com o bairro Jardim América delimita esta segunda parte do Estoril.

Muitas pessoas que acreditam residirem no bairro Buritis, na verdade moram no bairro Estoril.

A fronteira entre os dois bairros são as ruas Ernani Agrícola e José Hemetério Andrade, prolongando-se até o Colégio Magnum. Somente dali até o Anel Rodoviário é o bairro Buritis. A área do bairro Estoril abrange ainda o extinto Bairro das Mansões, que compreende a Avenida Raja Gabáglia, no cruzamento com a Av. Barão Homem de Melo, passa pela Rua Prof. José Rodrigues Pereira e contorna a Av. Engenheiro Carlos Goulart até o Colégio Magnum.

Historicamente, essa “confusão” entre os bairros Estoril e Buritis, fez parte de uma estratégia de marketing, à época do surgimento dos dois empreendimentos. Havia a intenção expressa de ampliar os limites do Buritis de forma a aproximá-lo dos bairros da Região Centro Sul, para torná-lo atrativo aos futuros compradores, a maioria oriundos daquela região.

Muitos moradores só percebem essa questão quando vêem a escritura de seus imóveis, que os coloca como moradores do bairro Estoril, e não do bairro Buritis, conforme a publicidade anunciou.

ESTRELA DALVA

1.ORIGEM:

O conjunto Estrela DAlva surgiu por volta do ano de 1982. O bairro formou-se principalmente pela construção do conjunto habitacional que lhe originou este nome.

O conjunto Estrela DAlva foi um empreendimento do Inocoop Centrab, no início da década de 80. Sendo 154 mil metros quadrados de área construída, 1381 apartamentos (67 edifícios de 4 pavimentos e 14 de 6/10 pavimentos), com apartamentos de 2/3 quartos, padrão BNH, com área média construída de 79m2, além de equipamentos comunitários (clube, escola, capela ecumênica, centro-de-compras) que não foram implantados. Para um terreno com área total de 230 mil m2, foram reservados 133 mil m2 de área livre para estacionamentos e parques, além dos 28 mil m2 ocupados pelas vias, resultando numa taxa de ocupação bastante reduzida de 9%.

A solução arquitetônica e urbanística adotada, embora limitada pelos padrões rígidos exigidos pelo BNH da época, representou uma evolução para esse tipo de empreendimento social, configurando volumetrias ricas e variadas, dialogando harmoniosamente com a morfologia do terreno natural bastante acidentado e com os padrões do tecido viário pré-existente na época. Na verdade, em geral, conjuntos habitacionais de grande porte revelaram-se ineficazes a longo prazo e não mais foram implementados com incentivos de verbas públicas, sendo substituídos por empreendimentos habitacionais de interesse social de menor porte.

2.DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

Um novo momento da ocupação da sub-bacia do médio Cercadinho, no último ano da década de 70, foi representado pela implantação de um conjunto habitacional, conhecido por Conjunto Estrela DAlva, construído com recursos do Sistema Financeiro de Habitação. O terreno já havia sido loteado anteriormente mas foi inteiramente modificado para abrigar um conjunto de edifícios de 3 e 10 pavimentos. Este representou a introdução de uma tipologia completamente estranha para a região, à época, conformando-se uma exceção na paisagem local. Incluído no mesmo zoneamento do restante do bairro Havaí, que limitava a altura das construções em dois pavimentos, o empreendimento usufruiu de uma abertura que a Lei de 1976 apresentava para "conjuntos residenciais verticais de interesse social".

A obra foi finalizada no mesmo ano, mas seus primeiros moradores tinham sérias dificuldades de acesso. O isolamento devia-se à descontinuidade da malha urbana, agravado pelo obstáculo configurado pelo Córrego Cercadinho. A ligação com a área central se fazia com dificuldade, através do bairro Jardim América. Os candidatos a compradores das unidades do Conjunto Estrela DAlva eram de uma classe dependente dos financiamentos do BNH para realizarem o "sonho da casa própria". Assim, se constituíam em um grupo com poder aquisitivo superior às famílias já instaladas na região, mas inferior aos futuros moradores do Bairro das Mansões.

Entre 1978 e 1982 ocorreu em Belo Horizonte um período de grande produção no setor da construção civil, em consequência da "alta disponibilidade de financiamento habitacionais". Apontado como um movimento de periferização, a expansão da ocupação "para as populações de níveis de renda relativamente maiores em regiões de ocupação popular".

O Conjunto Estrela DAlva parece se encaixar neste perfil, acarretando uma provável valorização da região a medida que suas necessidades foram sendo atendidas pelo poder público.

GAMELEIRA

1.ORIGEM:

Gameleira é uma designação comum de algumas árvores da família das moráceas. Sua madeira é muito utilizada na confecção de gamelas e objetos domésticos. A atual geração não a conheceu, mas foi ela quem inspirou a criação do nome do bairro Gameleira, localizado na região oeste da capital. Vítima do progresso, hoje quase não mais se encontram aquelas belas árvores que deram origem ao bairro.

Muitas são as lembranças dos antigos moradores do Gameleira. Entre eles há algumas curiosas, como a pescaria no ribeirão Arrudas e o mato da região.

Maurício Silva, 69 anos, nasceu e cresceu no bairro. Ele, que têm várias histórias para contar, relembra com saudade quando as águas do Arrudas ainda eram limpas. Ele conta que toda a meninada bebia água do ribeirão e sorri ao dizer que naquela época não sabiam direito o que faziam. Hoje o Arrudas é usado normalmente como esgoto, uma vez que os detritos domésticos e hospitalares de Belo Horizonte são lançados em suas águas. Mas, na memória do senhor Maurício não foram apagadas a época em que, nessas mesmas águas, era possível realizar uma boa pescaria.

Enquanto o senhor Maurício têm em suas lembranças as pescarias realizadas no leito do ribeirão Arrudas, Isabelrita Carli têm na memória o imenso matagal existente no bairro. “Isso aqui tudo era uma selva”, relembra, quando se recorda do bairro na década de 60. Conta que não havia água e nem esgoto na região. “A água, quando vinha, era aos sábados”, explica. Segundo ela, era preciso encher os tambores de manhã e a água armazenada tinha de durar uma semana.

2.DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

O bairro apresenta hoje uma grande concentração de prédios e instituições públicas. Abriga o conhecido Parque de Exposições de Animais Bolívar de Andrade, famoso por oferecer à população rodeios, provas hípicas e variadas apresentações de laser para adultos, jovens e crianças, além de amostras da nossa produção agrícola, pecuária, industrial e comercial.

Além do parque, estão localizados no bairro, a Fundação Ezequiel Dias, o Instituto Médico Legal – IML, o 5º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, a Delegacia Regional do Ministério da Educação, o Departamento de Estradas e Rodagens – DER, os Hospitais Galba Veloso e Sarah Kubitschek e o maior Centro de Conveções da América Latina: O EXPOMINAS, inaugurado em 2006 mo mesmo local onde, em 1971, aconteceu o desabamento do Parque de Exposições da Gameleira, vitimando muitos operários da construção civil.

A região possui ainda um grande número de escolas públicas e particulares. Entre elas, o Centro Federal de Educação Técnica – CEFET, o Colégio Salesiano, a Escola Estadual Maurício Murgel e a Municipal, João do Patrocínio.

O comércio local é rico e variado. Por ali é grande o número de bares, armazéns, sacolões, dentre outros.

Depois da Avenida Amazonas, a Rua Campos Sales é a segunda via de acesso à região.

GUTIERREZ

1. ORIGEM:

Herdeiro do sobrenome de uma das famílias mais tradicionais de Belo Horizonte, o Gutierrez, bairro localizado na região Oeste, se desenvolveu, sobretudo, a partir dos anos 70 e, desde então, vem se tornando cada dia mais completo.

Os edifícios de grande porte se multiplicaram, alguns desafiando ruas íngrimes, ao lado das poucas casas que ainda resistem ao tempo e à expansão imobiliária.

A boa localização e a rede de serviços são atrativos para a classe média e alta.

Alguns moradores são descendentes de famílias tradicionais, que participaram da criação do bairro e moram desde a infância na região.

A área de 117,4 hectares parece pequena para tantos espigões. Mesmo assim, o verde das árvores centenárias ainda se espalha pelas vias movimentadas, dando um ar de tranquilidade ao lugar.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA - ESTRUTURA:

Arborizada e com um parque infantil, a Praça Leonardo Gutierrez é o paraíso das crianças, que reinam absolutas nos fins de tarde e de semana.

Temos tudo o que precisamos, do entretenimento aos serviços mais indispensáveis, diz o funcionário público Vinicius José de Oliveira Brandão, morador do bairro há 16 anos.

Supermercados, agências bancárias, grandes drogarias, locadoras de vídeo e escolas de idiomas oferecem aos consumidores quase tudo que eles precisam.

O bairro conta com uma das construções mais tradicionais da cidade, o Barroca Tênis Clube que é um variado centro de recreação, oferecendo natação, biblioteca, tênis, vôlei, basquete, futsal e diversas modalidades de ginástica.

Outra opção de lazer são os barzinhos e restaurantes, como o tradicional Bar do Doca, as churrascarias Adega do Sul e Rodeio, o Habib’s, Boca do Forno e Padaria e Delicatessen Boníssima.

Em função da grande atividade comercial e densidade demográfica, o bairro tem grande movimentação durante o dia. Apenas no Juizado Especial Cível de Pequenas Causas, situado na Av. Francisco Sá, inaugurado em 1996, circulam mais de 1,5 mil pessoas. O órgão analisa em média 23 mil processos e realiza diariamente por volta de 150 audiências.

O bairro Gutierrez é cortado por quatro grandes avenidas: Contorno, Raja Gabáglia, Silva Lobo e Amazonas.

HAVAÍ

1. ORIGEM:

Criado em meados da década de 60, o Bairro Havaí, localizado na região Oeste de Belo Horizonte, não guarda mais nada que lembre aquela época. Havia no lugar uma grande área verde, conhecida como “Mata da Lenha”, e uma trilha de cavaleiros, utilizada pelos poucos moradores, para se chegar, ` a pé, ao Bairro Calafate. Tal trajeto era necessário, pois esta era a única maneira de seus moradores pegarem o bonde para se deslocar até o centro da cidade.

O transporte regular de ônibus só chegou ao bairro Havaí em 1972. Mesmo assim, através de uma única “Jardineira”. Hoje a trilha de cavalaria é a Rua Úrsula Paulino, principal via de acesso ao bairro.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

Hoje o transporte coletivo não é mais problema para o bairro. As mais de 10(dez) linhas que atendem ao Havaí, levam a todos os cantos da cidade, e também ao metrô da Estação Calafate, o que aumenta as possibilidades de acesso dos moradores às regiões não atendidas pelo transporte coletivo rodoviário.

O fácil acesso a vários locais de Belo Horizonte é apontado como uma das principais qualidades do bairro, mas há outras, como a variedade de comércio, como sacolões, supermercados, drogarias, pizzarias, shoppings, que instalados no próprio bairro ou em regiões limítrofes ao mesmo.

O bairro conta ainda com o Centro Comunitário Havaí – CAC HAVAÍ da Prefeitura de Belo Horizonte, que oferece diversas atividades culturais, esportivas e de laser para a comunidade.

Essencialmente residencial, com casas e edifícios de pequeno porte, o bairro cresceu e se organizou de maneira espontânea. As ações de planejamento somente foram realizadas depois da sua ocupação.

Algumas pessoas, que se mudaram para o bairro Havaí á época de sua criação, permanecem na região, preservando a sua história e costumes, dentro estes o de visitas cotidianas entre vizinhos.

O bairro Havaí é classificado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da UFMG como popular – em que a renda dos chefes de família é inferior a (cinco) salários mínimos.

JARDIM AMÉRICA

1.ORIGEM:

O bairro Jardim América, localizado na região Oeste, teve sua origem a partir de uma grande fazenda, a Fazenda das Goiabeiras, de propriedade do senhor Ranieri Migliorini, fazenda esta que fazia divisa com a Fazenda do Cercadinho, com o córrego dos Macacos e com a atual Rua Gávea.

A grande quantidade de jardins e roseiras nos limites da fazenda deram origem ao nome do bairro.

Em 1918, com o falecimento do proprietário, a fazenda foi vendida para os senhores Raimundo Scott e José de Oliveira, que a lotearam, dando-lhe o nome de Vila Jardim América.

Assim nascia um povoado com cerca de 50 famílias, a maioria composta por operários. Essa região ficou estagnada durante muito tempo, sem nenhuma infra-estrutura.

2.DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

O bairro começou a se desenvolver a partir de 1932, quando recebeu saneamento básico. A iluminação pública chegou em 1953, e neste mesmo ano foi dado início à abertura e encascalhamento das ruas.

Como consequência começaram a circular os primeiros veículos utilizados no transporte público, conhecidos como canarinhos, devido a cor amarela dos mesmos.

Por esta época apareceram também as primeiras escolas.

Ainda na década de 50, o Jardim América teve os limites territoriais ampliados, principalmente após a criação das Vilas Barão Homem de Melo e Ventosa, que hoje respondem pelas áreas mais adensadas do bairro.

Na década de 60 as ruas foram calçadas e o bairro recebeu a sua primeira linha regular de ônibus.

Supermercados, farmácias, locadoras de vídeo, açougues e sacolões oferecem aos consumidores quase tudo que eles precisam. Os demais produtos e serviços são buscados em bairros vizinhos como Betânia e Nova Granada.

MORRO DAS PEDRAS

1.ORIGEM:

No início do Século XX, havia uma pedreira explorada pela Prefeitura de Belo Horizonte- PBH, no local onde hoje se encontra a Rua da Pedreira. A região, por causa dessa Pedreira, ficaria conhecida como Morro das Pedras. As pedras dali retiradas foram largamente utilizadas na construção da capital.

Na década de 20 a PBH deu autorização para que se instalassem no local algumas moradias, conforme relata o senhor Edmar de Azevedo, militante comunitário, nascido e criado na região: A minha tia possuía uma carta do Prefeito Cristiano Machado que a autorizava a construir aqui. Então cada um que veio fechou seu pedacinho, todo mundo tinha seu lotezinho cercado e assim vieram os primeiros moradores para cá.

Belo Horizonte foi planejada com espaço delimitado por 3 áreas distintas: uma urbana, interior à Avenida do Contorno; outra suburbana, para moradia dos funcionários públicos e integrantes da polícia e uma rural, para produção agrícola. Não se tem informação sobre a criação de uma área específica para moradia dos operários. Desta forma, os mesmos, sem espaço para se instalar, deram início à formação das primeiras áreas de favelas da capital no Córrego do Leitão, no Barro Preto; no Alto da Estação, no Santa Tereza; no Lagoinha; no Barroca, em uma região conhecida como Vila Lídia, e no Morro das Pedras.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

O Morro das Pedras se desenvolveu entre as décadas de 70 e 80, com alto adensamento populacional. Esse crescimento teve como principais fatores o aumento da migração do campo para as cidades, e ao extinto programa PRÓ-FAVELA, de caráter assistencialista, que, no meio da década de 80, distribuiu títulos de propriedade para famílias da região. Como resultado destas políticas o Morro das Pedras viu surgir e posteriormente ser dividido a Vila São Jorge(em I, II e III), e as Vilas Santa Sofia, Cascalho, Antenas e Leonina.

Outro fator motivador do adensamento do Morro das Pedras foi o LIXÃO, como era conhecido o aterro sanitário de Belo Horizonte do início dos anos 60, mantido em atividade até 1975. Ele atraiu moradores porque, segundo os mesmos, distribuiu muita riqueza e desgraça. Um deles conhecido como senhor Raimundo, militante comunitário, primeiro usuário oficial do gás produzido pelo lixo relata: Muitas famílias ganharam dinheiro, mas também muita gente morreu e outros estão aí sem nada na vida, como eu.

Em 1971 um grande desmoronamento vitimou centenas de moradores. Após este acidente, a municipalidade voltou sua atenção para a questão dos resíduos públicos gerados na cidade e criou em 1973 a Superintendência de Limpeza Urbana- SLU. Em 1975 o Lixão foi transferido para o Aterro Sanitário da BR-040, onde até hoje se encontra.

No começo de 2003, o Morro das Pedras foi marcado por outra tragédia, com o deslizamento de terra ocorrido após intensas chuvas. Este acidente ganhou destaque nacional e internacional, visto que vitimou, ao mesmo tempo, várias crianças de uma mesma família.

A partir deste incidente a PBH intensificou, durante a administração do Secretário Renato Santos Pereira, a realização de obras estruturantes no local, fazendo com que o Morro das Pedras, do ponto vista do risco, seja hoje um local mais seguro. Dentre as principais obras realizadas, destacamos:

a)Obra de contenção, drenagem e urbanização da Rua Esperança próximo ao n° 6 – Vila Antena;
b)Muro de contenção na Rua da Pedreira n° 500 – Vila São Jorge;
c)Obra de recuperação do Beco São Martins – Vila São Jorge;
d)Muro de Contenção no Beco Santa Rita n° 35 – Vila São Jorge;
e)Muro de Contenção na Rua da Pedreira n° 595 – Vila São Jorge;
f)Obra de Contenção, drenagem e urbanização do Beco das Rosas – Vila Leonina;
g)Obra de recuperação do Beco Vitória / Joaíma – Vila São Jorge;
h)Obra de implantação do Parque Esportivo Morro das Pedras(no local onde ocorreu o deslizamento de terra em 2003;
i)Construção de 20 moradias da Vila Kolping Berlin – Alpes.

O programa Vila Viva, que vem transformando a realidade dos moradores de vilas e favelas de Belo Horizonte, registrou avanços expressivos nos últimos dois anos. Desenvolvido em parceria com o Governo Federal por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Caixa Econômica Federal e recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de contrapartida municipal, o Vila Viva já se tornou referência para outras cidades do país e do exterior e recebe investimentos de R$ 1,15 bilhão. Novos empreendimentos concluídos foram entregues em dezembro de 2010, durante as comemorações do aniversário de Belo Horizonte, incrementando ainda mais o saldo positivo do programa.

O perfil dos aglomerados e vilas da cidade que contam com o Vila Viva já está mudando com as obras de saneamento, remoção de famílias de áreas de risco geológico e trechos de obras, construção de unidades habitacionais, erradicação de áreas de risco, reestruturação do sistema viário, urbanização de becos e ruas, implantação de parques e equipamentos de esporte e lazer.

O Vila Viva, que começou em 2005 em vilas do Aglomerado da Serra, foi expandido para outros 11 locais: Vila São José, Pedreira Prado Lopes, Morro das Pedras, Taquaril, Vila Califórnia, Vila Belém, entorno do Córrego Santa Terezinha (Alto Vera Cruz), Vila Cemig e Alto das Antenas, Aglomerado Santa Lúcia e Aglomerado São Tomás/Aeroporto.

As melhorias alcançam cerca de 193 mil pessoas, inclusive com ações de promoção social e desenvolvimento comunitário, educação sanitária e ambiental e geração de trabalho e renda. Nos 12 locais onde vem sendo implantado, o Vila Viva prevê a remoção de 13.167 famílias e a construção de 6.894 unidades habitacionais para reassentamento. A meta da Prefeitura é que o programa beneficie, até 2012, 35% dos moradores de vilas e favelas, o equivalente a cerca de 165 mil pessoas. Entre 2009 e 2010 foram entregues mais 2.353 unidades habitacionais.

NOVA SUÍÇA

1. ORIGEM:

A área onde hoje se localiza o bairro Nova Suíça foi adquirida no início dos anos 20, pelo Sr. Carlos Norder, proprietário à época da tradicional Baleira Suíssa da rua da Bahia, situada próximo à antiga Casa Arthur Haas, no Centro.

O novo núcleo, loteado e vendido, urbanizou rapidamente a região. A boa topografia do terreno e o clima ameno foram fatores de influência para o seu adensamento. As principais ruas receberam nomes de flores e de cidades da Suíça, e após o advento da construção da Avenida Amazonas, durante o governo do prefeito Juscelino Kubsticheck, tornou-se um local de fácil acesso.

Foi no bairro Nova Suíça que Belo Horizonte viu surgir um dos maiores centros educacionais do estado, a antiga Escola Técnica Federal, hoje Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET-MG.

Apesar do progresso, o bairro continua tranquilo e ainda é possível encontrar amigos e familiares nos vários barzinhos que se instalaram na região.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

Sendo um dos bairros mais tradicionais de Belo Horizonte, seus limites aproximados são as avenidas Barão Homem de Melo, Amazonas, Tereza Cristina e ruas situadas no alinhamento da Rua Desembargador Dario Lins, que separa o bairro do vizinho Jardim América. Os demais vizinhos são os bairros Alto Barroca, Barroca, Calafate, Gameleira e Nova Granada.

Tem uma população estimada pela Associação dos Moradores em 60 mil pessoas.

Pode-se distinguir 3 áreas distintas na região: a parte mais alta, em volta do Colégio Santana; a área mais baixa, próxima à Avenida Barão Homem de Melo, onde predominam edifícios residenciais; e outra mais plana, junto ao CEFET, em que as residências unifamiliares são maioria.

Do ponto de vista infra-estrutural, pode ser encontrado quase tudo no bairro. Há 4 grandes supermercados, várias padarias, lanchonetes, bares, açougues, farmácias, bancas de jornais e revistas, locadoras de vídeos, lojas de móveis, de materiais de construção, entre outros estabelecimentos, que tornam mais confortável o dia a dia dos moradores.

Casas lotéricas, bancos, papelarias, escolas públicas e privadas, posto de saúde e muitas linhas de ônibus, completam os serviços oferecidos.

Algumas instituições são referência no bairro, como o CEFET, na Avenida Amazonas e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas-SEBRAE, na Avenida Barão Homem de Melo. Na parte mais alta, o Colégio Santana, na Rua Lindolfo de Azevedo, se destaca pela beleza da construção de sua sede.

Mesmo com o intenso comércio e a grande quantidade de edifícios residenciais, o Nova Suíça ainda conserva um jeito bucólico de cidade do interior, marcado pela predominância de casas antigas, em diversos estilos, muitas delas localizadas em ruas arborizadas. Já os edifícios são construções mais recentes, voltadas para as necessidades da classe média.

3. DESENVOLVIMENTO DO BAIRRO A PARTIR DOS ANOS 30, NA VISÃO DO MORADOR, SR. EDUARDO SABINO:

Em 1935, mudava –se para o bairro Nova Suíça, o Sr. Eduardo Sabino, mais conhecido como Sr. Rosa, e que traz na memória muitos fatos relevantes da história do bairro.

Ele informa que naquela época havia apenas uma rua, a que morava, que era a Rua Javali, hoje Java, construída pelo também morador de origem italiana, Domingos Andona: O resto era só mato. Não existia nenhum tipo de comércio, e os moradores, para fazer suas compras regulares, tinham que se deslocar até o bairro Calafate.

Recorda-se também que foram surgindo outras ruas e casas e o bairro foi ganhando movimento. Ele abriu então um pequeno armazém, com o nome de Armazém Mirim, que atraía moradores locais e até de outros bairros, comercializando de gêneros alimentícios a sapatos.

Ele se recorda da construção do CEFET, e informa que antes da sua construção existia no local várias casas residenciais, desapropriadas posteriormente para a sua construção.

4. DESENVOLVIMENTO DO BAIRRO A PARTIR DOS ANOS 40, NA VISÃO DO CASAL DARCI E SEBASTIANA:

A evolução e o crescimento do bairro Nova Suíça se mistura à historia de vida do casal Darci Melosi Santiago, bancário aposentado, 81 anos e de Sebastiana Martins Santiago, 76 anos, mais conhecida como Dona Taninha.

O casal recorda que nas décadas de 40 e 50, existiam ainda poucas residências, e as ruas não eram ruas, e sim estradas de terra com muita poeira e lama. No quarteirão onde moravam existiam apenas 5 residências.

Dona Taninha recorda que seu pai, o português Antônio Martins foi o primeiro motorneiro da região no bonde que circulava pelas Ruas Platina e Campos Sales, indo até ao bairro Gameleira. Recorda-se também da construção do Grupo Escolar Maurício Murgel e que antes só existia na região uma pequena escolinha, cuja primeira professora foi a Sra. Nair Safa, moradora da Rua Campos Sales.

O casal recorda-se que existiam diversos times de futebol amador, como o Atlético Suburbano, o Bom Pastor, o Monte Castelo, o Beverly e o Paulistano, e os campos ficavam próximos a linha férrea.

PALMEIRAS

1. ORIGEM:

Localizado na Região Oeste, o Bairro Palmeiras tem um desenvolvimento recente. Foi a partir da década de 1970 que a área começou a ser asfaltada. Nesse mesmo período surgiram os primeiros moradores, que começaram a construir suas casas no loteamento formado por uma antiga fazenda.

Para se ter uma ideia do crescimento assistido nas últimas décadas, há pouco mais de 20 anos as ruas do Palmeiras ainda não eram bem definidas. A passagem dos moradores era feita por trilhas, que dificultavam o acesso de veículos.

Já a implantação de redes de água e esgoto, além de outros serviços básicos, começou depois da construção dos conjuntos habitacionais dos Militares e do Conjunto Serra da Mantiqueira, o que beneficiou também as áreas próximas a eles. Mas sua expansão foi alcançada de forma ainda mais significativa com o rápido crescimento do vizinho Buritis, há aproximadamente 20 anos, quando começaram a surgir os primeiros prédios residenciais.

 Apesar de já ter água e luz, apenas as vias principais eram asfaltadas e não havia rede de esgoto em algumas ruas. Antes, era uma área de chácaras e casas e tinha muitos lotes vagos. Depois os prédios surgiram e hoje está difícil encontrar área para construir. O aumento da área do Buritis se refletiu no Palmeiras. 

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

Grande parte da atividade comercial do Palmeiras concentra-se em suas vias principais, as avenidas Raul Mourão Guimarães, D. João VI e Nossa Senhora do Porto. Nelas há panificadoras, drogarias, supermercados, papelarias, academias de ginástica, entre outros. Há, ainda, opções de lazer na região. “Tem restaurantes, barzinhos e quadra esportiva”, comenta Leandro Fernandes.

Os moradores contam também com a infraestrutura de um shopping localizado no Bairro Belvedere, que fica a 10 minutos do Palmeiras. Com relação ao transporte, quatro linhas de ônibus servem à região – entre elas, a 1404 –, que tem como principais vias de acesso as avenidas Raja Gabaglia e Tereza Cristina, o Anel Rodoviário e a Via do Minério. 


O bairro abriga a 10ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar, é um local bom para morar. É um bairro tranquilo, parecido com interior,mas com boa infraestrutura.

O mercado imobiliário sentiu o impacto do desenvolvimento na região. A maioria dos lotes já está ocupada. Casa, só se for para alugar. Mesmo assim, a procura é alta no bairro, que é classificado pela Pesquisa do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis da UFMG (Ipead) como “popular”, já que a renda média dos chefes de família é inferior a cinco salários mínimos.

De acordo com levantamento do Ipead realizado em abril, o valor de aluguel praticado no Palmeiras para apartamento de dois quartos, considerando sua classificação como popular, é de R$ 543,45. Para comercialização, os preços variam entre R$ 142.013 e R$ 216.785.

PRADO

1.ORIGEM:

A origem do bairro Prado, localizado na região Oeste, está intimamente ligada à fundação da capital. Pela Rua Platina, uma de suas principais vias, passaram as primeiras carroças que transportaram material para construção da cidade.

O Prado Mineiro, primeiro hipódromo de Belo Horizonte, inaugurado em 1909, serviu de inspiração para o nome do bairro. Neste local, a sociedade se encontrava para assistir as corridas de cavalos, esporte muito popular à época.

Com a retração deste tipo de esporte, o antigo hipódromo daria lugar a um campo de futebol, onde eram disputados jogos do campeonato mineiro.

Além das provas de turfe e futebol, o Prado Mineiro ficou também conhecidopor ter sediado o primeiro vôo oficial de avião da cidade. O piloto italiano Dariolli protoganizou este acontecimento. O avião, àquela época, era totalmente desconhecido da população, tendo sido visto antes apenas pelo cinema.

2. DESENVOLVIMENTO/ INFRA – ESTRUTURA:

O traçado estreito e irregular das ruas do Prado se estende pelos bairros vizinhos. Boa parte das casas ainda mantêm pequenos quintais com jardins, inspiração para a aparente calma e tranquilidade do lugar, apesar do crescente adensamento.

Mesmo considerado como um bairro de características tipicamente residenciais, ele possui infra-estrutura que se adequam aos tempos modernos, como supermercados, padarias, clubes, farmácias, imobiliárias, lojas de material de construção, restaurantes e serviços diversos, que vão desde maternidade a colégios tradicionais, cursos de idiomas, centros de estética, agências bancárias, casas lotéricas e outras atividades.

A verticalização iniciada na década de 70, foi absorvida de forma lenta e discreta. Boa parte dos poucos prédios existentes são de pequeno porte, com os moradores sendo relutantes na venda de suas casas.

No campo dos negócios, a indústria de confecções se configura como a atividade que mais cresce no Prado, com cerca de 450 estabelecimentos comerciais instalados. Grifes famosas vieram para a região, como Alphorria, VIP, Engenharia da Roupa, Blue Banana, Patogê, Tráfico e Gato Comeu.

Muitas residências do bairro estão sendo ocupadas pelas confecções, o que já provoca resistência de alguns moradores mais antigos. Mas, na avaliação do professor de Marketing de Varejo e Sistema de Informação, Lúcio Couto Renno, as resistências não chegam a ser expressivas e o impacto da expansão do setor se traduz basicamente no aumento do fluxo de automóveis no bairro.
Lúcio ressalta que diferentemente de outros pólos de moda, o público alvo do Prado são os varejistas de classe média e alta. As confecções se diferenciam, pois são produtoras de moda que buscam estilizar seus produtos e têm maior preocupação com o acabamento e atendimento personalizado.

As confecções estão entre os segmentos que mais geram empregos no estado: A importância da moda mineira é tão evidente que o governo vem promovendo várias ações em benefício do setor, a exemplo de missões empresariais, subsídios em eventos nacionais e internacionais e linhas de financiamento, ressalta Lúcio.

SALGADO FILHO

1. ORIGEM:

A origem do bairro, ao que consta, vem do loteamento aprovado em 1941 pelo prefeito Juscelino Kubistchek, que criou naquela ocasião a Vila Operária Fazenda do Mato da Lenha, no local onde outrora existia uma parada de tropeiros.

O nome Salgado Filho, adotado em 1950, foi uma homenagem a Joaquim Pedro Salgado Filho, ministro da Aeronáutica do Governo Getúlio Vargas que, por ironia do destino, morreu em um acidente aéreo naquele ano.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

O Salgado Filho preserva algumas características originais, como as casas populares, com jardins e quintais, que se espalham pelo bairro em meio a outras residências.

Mas o bairro já está verticalizado, com alguns edifícios passando os 6 andares.

A sua infra-estrutura não varia muito em relação a outras regiões de classe média da cidade, e é composta por supermercados, padaria, lanchonetes, posto de saúde e 4 estabelecimentos de ensino estadual, com cobertura de primeiro e segundo graus completo.

A escola Cândido Portinari, que já se chamou Getúlio Vargas, foi inicialmente construída para ser presídio feminino.

O bairro faz divisa com o Jardim América, Nova Suíça, Betânia, Nova Cintra e Gameleira.

 

VISTA ALEGRE

 

1.ORIGEM:

O Vista Alegre é um pequeno bairro da zona Oeste de BH, majoritariamente residencial, pouco verticalizado, e que comporta moradores da classe média. Apesar de ser pouco conhecido, o Vista Alegre é tido como um bairro tradicional de BH, que possui alta concentração de moradias e comércio na região do seu entorno. É cercado pelos bairros Betânia, Nova Cintra, Madre Gertrudes, Jardinópolis, e Vila São Paulo.

 

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

 

Considerado por urbanistas um bairro semi-planejado, o Vista Alegre vem sofrendo forte valorização no mercado imobiliário. O bairro possui boa infra-estrutura rodoviária, com ligações e transporte para todas as demais zonas de BH e também para Contagem, Nova Lima, RJ e Vitória. Suas principais vias de ligação com o centro de BH são as avenidas Amazonas e Teresa Cristina, mas também há opções de atalhos e desvios pelo Anel Rodoviário e pela Av. Raja Gabaglia (seguindo pelos bairros Betânia e Buritis até a mesma).

O bairro é servido diretamente por 4 linhas de ônibus (1502,2151,202,2980), mas também possui pontos (paradas) dos ônibus 1510, 4900, S10, S80, 1145, 1207c, 206. Tais linhas são responsáveis por ligar o bairro ao hipercentro e também a todas as demais regiões de BH, ao metrô Vila Oeste, à Contagem, ao Eldorado e também à Nova Lima.

O bairro está localizado próximo à 4 grandes shoppings (a 5 minutos dos shop. Itau e Paragem, a 10 minutos do Del Rey e BH Shopping)e possui ainda um posto de saúde da prefeitura, 2 escolas públicas, praça, várias escolas particulares, dentistas, pet shops, várias igrejas de diferentes religiões, farmácias, restaurantes, padarias, supermercados, posto de gasolina, caixa eletrônico, loterias, enfim, uma boa infra-estrutura básica com comércio bem variado.