FOTO: BAIRRO SÃO MARCOS.

CACHOEIRINHA

1.ORIGEM:

Pode-se dizer que o bairro Cachoeirinha, localizado na região Nordeste, teve início quando da instalação da Fábrica de Têxteis Cachoeirinha, na década de 30.

Já o seu nome é referência a m córrego localizado na Rua Itapetinga.

O aposentado Alves Cláudio Rodrigues estudou e viveu alguns de seus melhores anos no bairro.

Entre as suas melhores lembranças estão o início da Fábrica de Têxteis Cachoeirinha, da Companhia Renascença de Tecidos, do Cine Pax e do bonde que fazia a ligação da região com o Centro. Saíamos do Cachoeirinha para vir ao antigo Palácio do Rádio. Em 1939, cantei na Rádio Mineira e não perdia um programa ao vivo, relata.

Aqueles eram tempo românticos, e praticamente toda a população do bairro trabalhava na companhia de tecidos, onde se conheciam, faziam amizades e se casavam.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

A expansão do bairro se intensificou a partir da construção do Túnel da Lagoinha e da Avenida Cristiano Machado, tendo como divisor de épocas, o fechamento da Companhia.

Posteriormente, com a chegada do Minas Shopping, o bairro e toda a região puderam novamente ter um desenvolvimento comparável ao tempo da fábrica.

O comércio do bairro, a exemplo do bairro Renascença, também foi muito afetado com o fechamento da Companhia Renascença Industrial, e nos últimos anos vem novamente se fortalecendo.

CIDADE NOVA

1. ORIGEM:

O bairro Cidade Nova, localizado na região Nordeste, teve sua origem ligada ao loteamento da Fazenda Retiro Sagrado Coração de Jesus de propriedade da Família Cândido da Silveira, uma das muitas áreas rurais que abasteciam a capital com leite e demais gêneros alimentícios, além de madeira, lenha e tijolos, já que havia uma grande olaria no local.

Durante a década de 60, a expansão urbana - que já alcançava os limites da fazenda, aliado ao iminente risco de desapropriações e invasões - levou o patriarca da família, José Cândido da Silveira, a se desfazer das terras. O próprio José Cândido foi idealizador do primeiro loteamento, cujas vendas foram iniciadas em 1965. Mais tarde, a família firmou parceria com alguns empresários do setor imobiliário, e o parcelamento foi redesenhado.

O loteamento ficou então a cargo de 5 construtoras, quais sejam, Cinova, Alcindo Vieira e Mascarenhas Barbosa Roscoe.

A arquiteta Mônica Maria Bambirra Silveira, neta de José Cândido, relembra com saudade alguns momentos que marcaram sua infância na região: Brincávamos literalmente na rua ou na mata e nos escondíamos nas manilhas por onde mais tarde passariam as redes de esgotos.


2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Apesar de contar com uma boa infra–estrutura, as vendas iniciais não foram fáceis, em parte por causa do acesso precário, não só ao bairro, mas como a toda a região.

O empresário Lúcio Assumpção, da Construtora Cinova, fala com orgulho da urbanização pioneira e dos primeiros anos do bairro: Naquela época, a Prefeitura de Belo Horizonte passou a exigir que os lotes tivessem no mínimo 360 metros.

Com isso, o bairro foi o primeiro da região Nordeste com essa metragem, já que o usual no restante da cidade era a venda de terrenos com 300 metros.

Interessado em acelerar o povoamento das regiões Nordeste, Pampulha e Venda Nova, o poder público municipal passou a investir na construção e recuperação da malha viária e do acesso às mesmas, construindo em 1971 o Túnel Lagoinha-Concórdia.

Em 1977, com o segundo reparcelamento da fazenda, a região, até então estritamente residencial, viu surgir os primeiros edifícios,que começaram a atrair comerciantes.

Com eles vieram todo tipo de comércio, desde o mais tradicional, como a Feira dos Produtores, até modernas redes de fast foods, supermercados, bancos, shoppings, restaurantes, pizzarias, hotéis, clínicas diversas, drogarias, lavanderias, academias de ginástica, cursos pré-vestibulares e cursos de idiomas.

O patriarca José Cândido da Silveira deu apoio a muitas obras beneficentes. Ele doou os terrenos onde foram construídos a Paróquia Santa Luzia, o Santuário São Judas Tadeu, o Colégio São Miguel Arcanjo, a Escola Madre Paulina, atual Colégio Magnum Agostiniano, e a Escola Estadual Ana de Carvalho, revela o empresário e neto do antigo fazendeiro, Luiz Carlos Bambirra Silveira.

A construção da LINHA VERDE traz ânimo novo para a região. Orçada em 270 milhões de reais, ela será uma via de trânsito rápido que ligará o Centro de Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, no município de Confins.

A obra prevê duplicação da Rodovia MG–10 e intervenções nas avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, Silviano Brandão, José Cândido da Silveira, Bernardo Vasconcelos, Anel Rodoviário e Rua Jacuí.

CONCÓRDIA

1.ORIGEM:

O bairro Concórdia, localizado na região Nordeste de Belo Horizonte, teve origem na década de 20, quando seus primeiros habitantes foram remanejados das proximidades da Praça Raul Soares.

Mas a verdadeira ocupação da região somente aconteceu quando surgiram os primeiros empreendimentos industriais, sobretudo, têxteis, como o bairro Cachoeirinha, também um exemplo desta epopéia, com sua origem atrelada à instalação da Fábrica de Têxteis Cachoeirinha, na década de 30.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

Apresenta topografia bastante irregular, com casas antigas, muitas pertencentes a famílias que residem há muitos anos na região. Devido a essas características, o bairro é relativamente pouco valorizado, apesar de ser bem próximo ao centro e dispor de acesso fácil a vias importantes como a Av. Antonio Carlos e a Av. Cristiano Machado.

Suas principais ruas são: Jacuí, Javari e Pitangui.

É vizinho dos bairros Floresta, Nova Floresta, Renascença, Cachoeirinha, Bairro da Graça e Lagoinha. 

GOIÂNIA

1.ORIGEM:

Aprovado em 1976, o Bairro Goiânia, na Região Nordeste de Belo Horizonte, teve início com o loteamento de áreas rurais do Povoado de Gorduras. Pertencentes a pequenos proprietários que não tinham muitos incentivos para investir na produção, aos poucos esses espaços se transformaram em subúrbios da capital, necessários para absorver a população crescente da cidade.

Foi no ritmo da expansão urbana de Belo Horizonte que o Goiânia surgiu. Para abrigar a população, a Prefeitura adquiriu uma parte das terras da Região Nordeste e investiu na construção de conjuntos habitacionais para abrigar a população. Mas o progresso não significou desenvolvimento imediato. Durante um bom período eles tiveram de conviver com a falta de infra-estrutura.: havia poucas residências, o comércio era fraco, não havia rede de esgoto nem asfalto.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

A implantação de sistema de esgoto, posto de saúde, a instalação de supermercados, três escolas públicas e algumas privadas que oferecem educação infantil e a melhoria do transporte coletivo, com a opção de integração ao metrô, garantem o acesso a serviços que antes não eram disponíveis no bairro. Hoje, circulam no bairro as linhas 5503 (Goiânia) e 821 (Estação José Cândido/Goiânia).

As principais vantagens de morar no Goiânia são a tranquilidade e segurança. O acesso ao Centro é rápido – cerca de 25 minutos pelas avenidas Cristiano Machado ou José Cândido da Silveira – e também há facilidade para se utilizar a infra-estrutura de bairros próximos, como o São Paulo, que tem shopping e bancos.

O bairro conta ainda com uma área de 13.430 metros quadrados destinada ao Parque Goiânia, que já tem legislação específica, porém, ainda não foi implantado. A Fundação de Parques Municipais da PBH está elaborando levantamentos científicos sobre os recursos hídricos, bem como da fauna e da flora existentes no local.
 

Não é fácil encontrar ofertas para venda no bairro, que é composto essencialmente por casas. Mas imóveis para aluguel são mais fáceis de ver. Com relação às construções, somente cerca de 10% delas são prédios.

De acordo com a pesquisa realizada em março deste ano pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da UFMG (Ipead), os valores médios de aluguel no bairro são de R$ 460 para apartamentos e R$ 482 para casas, ambos de dois quartos. No mercado de compra e venda, apartamentos de dois quartos foram avaliados entre R$ 73 mil e R$ 157 mil.

Os valores obtidos obedecem à classificação dos imóveis por renda, adotada pela Ipead/UFMG desde 2005. O estudo aponta o Goiânia como um bairro de padrão popular, classificação obtida a partir da renda média dos chefes de família do bairro, que é inferior a cinco salários mínimos.

 

IPIRANGA:

1. ORIGEM:

Quem hoje vê a paisagem do Bairro Ipiranga, na Região Nordeste, nem imagina que aquela área já fez parte das terras de uma fazenda chamada São João Batista. Nela eram criados suínos e bovinos, plantava-se café, arroz, feijão, mandioca e outros produtos. Havia moinho, paiol, pedreira, córrego e até uma olaria.

Mas a partir da década de 1960, quando a expansão urbana começou a alcançar os limites da Fazenda São João Batista e de outras que havia na região, foi que muitos bairros da Regional Nordeste surgiram. No caso do Ipiranga, apesar de ter sido aprovado em 8 de novembro de 1979, a Vila Ipiranga, como era conhecido, existia desde 1942.

Já naquela época, o Ipiranga abrigava um importante equipamento para atender a população carente: a Cidade Ozanam, ainda em funcionamento. Inaugurada em 1938, a instituição tem 60 casas populares, que foram cedidas em regime de comodato a famílias carentes encaminhadas pelas Conferências Vicentinas.

Com o crescimento da área urbana, que acabou tomando as áreas rurais, as fazendas foram loteadas e seus terrenos vendidos a quem tivesse condições de adquiri-los. A partir daí, as grandes áreas verdes com o gado pastando à vontade e pessoas que comiam frutas apanhadas direto do pé deram lugar a casas e alguns prédios.

Morador do Ipiranga há 47 anos, o corretor de imóveis Péricles Rodrigues lembra da época em que o bairro ainda não contava com uma infraestrutura condizente com o meio urbano hoje visto na capital. “Não tinha estrutura nenhuma, não tinha nada, e eram poucas casas”, recorda-se.

E apesar de já contar com rede elétrica, até o acesso a recursos básicos era precário e muitas vezes os moradores precisavam buscar água no córrego para abastecer as casas. “Tinha pouca água canalizada e a Av. Bernardo Vasconcelos era um córrego”, conta Péricles Rodrigues.

Naquela época também não havia asfalto e as opções de transporte eram poucas. “O ônibus passava, mas em poucos horários”, diz o corretor. Com relação ao comércio, Péricles Rodrigues lembra que havia algumas mercearias, entre elas, o Ponto Certo, na Rua Jacuí, onde os moradores se abasteciam de gêneros alimentícios.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA

Hoje o bairro cresceu muito, mas ainda tem muito o que desenvolver, como diz o corretor de imóveis. “Não tem bancos, drogaria ou supermercado. Mas acho que a próxima bola da vez da região é o Ipiranga”, acredita Péricles. Um dos motivos para isso é a existência de muitas casas – 70% dos imóveis –, boa parte delas antigas, em avançado processo de deterioração.

O corretor de imóveis prevê que dentro de cinco anos o cenário do Ipiranga, no que se refere ao mercado imobiliário, será outro. “Hoje, tem muito pouco lote para vender. E vale em torno de R$ 1.000 o metro quadrado. A oferta de imóveis para alugar também é pouca e quando tem para vender, o preço é absurdo.”

Mesmo sabendo dos problemas da região, Péricles Rodrigues não pensa em se mudar do bairro onde nasceu. Um dos motivos para isso é a tranquilidade que ele preserva, ao contrário de outras regiões da cidade, que sofrem com a violência. O fácil acesso é outra vantagem. São mais de 10 linhas de ônibus, que trafegam pela R. Jacuí e avenidas Bernardo Vasconcelos e Cristiano Machado. 

NOVA FLORESTA

1.ORIGEM:

Tradição e modernidade são marcas do bairro Nova Floresta, localizado na região Nordeste. Dados da PBH indicam que o bairro, antes uma fazenda, ocupa área de 37,328 hectares, com população estimada em 4.455 moradores.

Cercado pelos bairros Silveira, da Graça, Renascença e Cidade Nova, possui boas vias de acesso, como a rua Jacuí e as avenidas Bernardo Vasconcelos e Cristiano Machado, tendo como principal e mais movimentada via interna a Avenida Nancy de Vasconcelos.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Com vida própria, o Nova Floresta oferece boa infra-estrutura aos moradores, como farmácias, padarias, sacolões, locadoras de vídeos, agências bancárias, postos de gasolina, butiques, além de escolas públicas e particulares.

Quanto a área de lazer, nota-se uma falta de espaços públicos, principalmente em termos de praças.

Sendo asssim o movimento neste sentido fica todo direcionado para a Praça Ismael de Oliveira Fábregas, que possui quadras com arquibancadas e boa iluminação.

Mas os moradores, como de resto toda a região, tem a seu dispor, as facilidades de compras e lazer do Minas Shopping.

PALMARES

1.ORIGEM:

O bairro Palmares, localizado na região Nordeste, é de origem recente. Sua ocupação foi iniciada na década de 80.

Nesta época, só era permitido a construção de casas, com no máximo 2 andares, em lotes de no mínimo 360 metros quadrados.

Desta forma, durante muito tempo, poucos imóveis foram construídos, e a região tinha o aspecto interiorano, com fazendas, pastos e plantações de capim baquiara, principal fonte alimentícia do gado, que normalmente andava solto pelas ruas.

A única via de acesso era a Avenida Cristiano Machado.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Quem hoje deseja ir ao Palmares pode optar pelas avenidas Cristiano Machado, Bernardo Vasconcelos, Cachoeirinha ou pela Rua Jacuí, além do Anel Rodoviário.

Saindo do centro da cidade, o bairro fica à esquerda do Minas Shopping - um moderno centro econômico que oferece aos moradores excelente infra–estrutura em termos de compras e lazer.

Ocupando uma área de 53 mil metros quadrados, o shopping tem 218 lojas, acesso à estação do metrô , hipermercado, estacionamento, salas de cinema e praças de alimentação.

Na Rua José Cleto, uma das principais do bairro, encontra-se instalado o Parque Municipal Renato Azeredo, com 93,2 mil metros quadrados.

Bem próximo encontra-se o campo de futebol Santa Cruz, onde acontecem campeonatos de futebol amador, com grande movimentação nos finais de semana.

Do ponto de vista educacional, o bairro Palmares conta com o Colégio Maximus, e escolas estaduais e municipais.

A sua população está estimada em 3.220 moradores, sendo 1.584 homens e 1.616 mulheres.

RENASCENÇA

1. ORIGEM:

O bairro Renascença, situado na região Nordeste da capital, surgiu nos anos 30, quando a fábrica têxtil de mesmo nome foi aberta.

Inicialmente ocupado por operários, surgiu como opção de moradia para os mesmos.

A Companhia Renascença Industrial foi responsável àquela época por todo investimento efetuado no bairro, inclusive no que se refere ao lazer, já que construiu dentro dos seus limites um campo de futebol e depois um clube, abrindo-os posteriormente para usufruto da comunidade.

Desde o início o bairro foi ocupado predominantemente por pessoas do interior do Estado, originando assim um bairro com rotina interiorana.

Os apitos da fábrica comandavam o dia a dia dos operários e também dos moradores. Famílias inteiras eram empregadas da fábrica.

Em 1940 a fábrica chegou a ter cerca de 1.100 funcionários.

Foi no bairro Renascença, nas festas e desfiles promovidos pela Companhia, que o talento da tecelã Clara Nunes foi revelado.

A produção de viscose, mussseline, fustão e flanela, principais produtos da empresa, não suportaram os avanços tecnológicos e a concorrência com produtos importados, fazendo com que a mesma fechasse suas portas em 1996, deixando inúmeras pessoas desempregadas e uma grande incerteza para o bairro.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Sem a presença da companhia, o bairro Renascença inicou uma nova fase. A vida com jeito interiorano desapareceu.

Além dos postos de trabalho, a população perdeu também sua principal fonte de lazer e convivência.

Os moradores mais antigos passaram a reclamar do esfriamento das relações.

A vizinhança, segundo eles, nunca mais foi mais a mesma e o companheirismo entre os moradores recrudesceu.

O comércio, até então intenso, foi muito afetado com o fechamento da fábrica, e hoje, após 10 anos, esboça alguma melhoraria em termos de produtos e serviços.

No local da fábrica, encontra-se hoje instalada uma universidade particular.
 

RIBEIRO DE ABREU

1.ORIGEM:

Localizado na Região Nordeste de Belo Horizonte, o bairro recebeu este nome em homenagem ao coronel Antônio Ribeiro de Abreu, dono de uma parte das terras nas quais foi erguida a região. O local surgiu seguindo a esteira da industrialização da capital na segunda metade do século 20. Naquela época, como a população aumentou muito devido à chegada de várias pessoas de outras cidades em busca de oportunidades de trabalho, foi preciso buscar novos espaços para abrigar tanta gente. O jeito foi rumar para as fazendas da periferia. Uma delas foi a Capitão Eduardo, que deu origem ao Bairro Ribeiro de Abreu.

Com isso, apesar de ativa e útil nos primeiros anos de Belo Horizonte – de lá saíam materiais usados nas obras da capital, como madeira, lenha e tijolos, além de alimentos –, a Fazenda Capitão Eduardo foi loteada e seus terrenos vendidos a partir da década de 1960.

Em 1969, quando se instalou no Ribeiro de Abreu, não havia infra-estrutura para atender as necessidades da população. A água era cedida por um fazendeiro, que abriu um posto artesiano e cobrava por ela, mas não tinha autorização para isso.

Para conquistar o que precisavam, os moradores montaram a Associação Comunitária do Bairro Ribeiro de Abreu, na década de 1980. Começaram a lutar, primeiro pela legalização da água, depois pelo telefone. Era uma dificuldade para conseguir até mesmo um orelhão.

2.DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:

Hoje há comércio, água, praça e uma quadra pública, conquistada no Orçamento Participativo da PBH. E a expectativa é que a situação melhore ainda mais com a criação da Regional Isidoro pela Prefeitura de Belo Horizonte,.Na região também serão construídos 3 mil apartamentos que hospedarão os atletas durante a Copa de 2014, além da Via 540, que começará na Avenida Cristiano Machado e irá até a MG-020.

Outra dificuldade era para conseguir transporte. Hoje, os moradores contam com as linhas 5506A, B e C, além das 836 e 837, que levam à Estação São Gabriel, do metrô.

Formado por casas e prédios de pequeno porte, não é difícil achar imóveis para alugar ou comprar no Ribeiro de Abreu. De acordo com pesquisa realizada em junho deste ano pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da UFMG (Fundação Ipead), os valores médios de aluguel na região são de R$ 441 para apartamento de dois quartos. No mercado de compra e venda, o valor mínimo para apartamentos de três quartos é R$ 85,6 mil. Estudos feitos na capital pela Fundação Ipead classificam o Bairro Ribeiro de Abreu como "popular". Essa caracterização é obtida a partir da renda média dos chefes de família do local, que é inferior a cinco salários mínimos. 

SÃO MARCOS

1.  ORIGEM:

Localizado na Região Nordeste de Belo Horizonte, o Bairro São Marcos surgiu em 1948 a partir do loteamento de áreas rurais. Essas terras pertenciam a pequenos proprietários que não tinham muitos incentivos para investir na produção agrícola.

Com o crescimento da cidade, aos poucos esses povoados foram se transformando em subúrbios da capital. Entretanto, suas paisagens permaneceram rurais ainda por muito tempo, com plantações, criação de animais e construções afastadas umas das outras. Com o tempo, a prefeitura adquiriu parte dessas terras e investiu na construção de conjuntos habitacionais para abrigar a população de baixa renda. 

Naquela época, moradias precárias, sem infraestrutura e em áreas de risco eram alguns dos problemas encontrados no São Marcos. Devido ao déficit habitacional em Belo Horizonte, muitas famílias ocuparam áreas impróprias para construção. A situação começou a mudar em 1984, quando o bairro recebeu redes de água e de esgoto. 

2. DESENVOLVIMENTO-INFRAESTRUTURA:

Hoje também podem ser encontradas opções de comércio e ensino. Há padarias e supermercado. Além disso, o bairro tem uma escola municipal (José Calazans), uma praça (Miguel Arcanjo) e uma igreja (São Judas Tadeu), onde às vezes há festas.

O desenvolvimento de bairros vizinhos, como o São Paulo, completa as melhorias relacionadas à infraestrutura à disposição dos moradores.

O bairro está a 5 minutos do Minas Shopping e, no bairro vizinho, Fernão Dias, há um posto de saúde que atende à população.  

Apesar de terem surgido muitas casas, não é fácil encontrar imóveis para venda ou aluguel no bairro, que é composto essencialmente por casas.Os vizinhos são antigos e não há mais lotes para comprar.

Em pesquisa Mercado Imobiliário de Belo Horizonte, feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG), apurou-se os valores médios praticados na região para comercialização de apartamentos no segundo semestre de 2009. Os valores são os mesmos praticados para a venda de casas, de dois a cinco quartos, avaliadas, em média, em R$ 240 mil.

O bairro é apontado pela Fundação Ipead/UFMG como bairro de padrão popular. Essa classificação leva em consideração a renda média mensal na região, que é inferior a cinco salários mínimos, segundo os pesquisadores.

UNIÃO

1.ORIGEM:

A origem do bairro União, localizado na região Nordeste, iniciou-se a partir da coligação de 5 vilas vizinhas.

A princípio batizado como Vilas Reunidas, o bairro recebeu denominação oficial na década de 80. Resistindo ao tempo, os nomes das vilas ainda persistem na memória de parte de alguns moradores mais antigos, em especial quando se necessita indicar algum endereço na região.

2.DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

Tranquilo, tipicamente popular e residencial, o bairro conserva suas características iniciais, apesar do crescente número de moradores. Situado entre as avenidas José Cândido da Silveira e Cristiano Machado, faz fronteira com os bairros São Paulo e Cidade Nova.

A maioria das ruas é íngrime e, apesar da movimentação diária, o trânsito é tranquilo.

A Rua Lorca, uma das vias de maior concentração do comércio local, dá acesso direto ao Minas Shopping.

Outras ruas de grande concentração comercial são as Pitt e Camilo Prates.

Possui pequenas praças que são escolhidas pelos moradores para desfrute de seus momentos de lazer.

Conhecido pela população como Matinha, o Parque Municipal de Reserva Ecológica do Bairro União recebe diariamente um grande número de pessoas, em especial crianças, durante as manhãs e finais de semana.

O parque fica na Avenida José Cândido da Silveira, com entrada também pelas rua Leôncio Chagas e Ágata, e tem 13.086 metros quadrados de área verde.